Alucinada Sinfonia de Trovões

03/02/2009 09:14
Acordo antes das cinco da manhã, mas queria ter continuado a dormir. Eu me sinto cansado e com sono. Isso não comove o despertador, ele é uma coisinha cheia de exigências, e ele detesta ser ignorado. Aperto um botão que me asseguraria pelo menos mais 10 minutos de sossego.
Três minutos se passaram, e minha mãe vem me acordar, é como a rede de segurança dos trapezistas. Sacudindo o sono, sem sucesso, me levanto, e recorro ao café para despertar. Ele já não faz mais tanto efeito quanto costumava.
O calor do verão só faz aumentar esse meu torpor lânguido das manhãs, e eu considero não comparecer ao serviço. Mas eu sou lembrado de todas as minhas responsabilidades, meus compromissos, minhas contas, todas as coisas que me prendem. O que eu quero fazer não tem a mínima importância no grande esquema das coisas... tudo o que importa é o que eu tenho que fazer...
Depois do café, do banho e do vestir, eu parto, com o céu ainda escuro, a iluminação pública ainda ligada, e o silêncio terrivelmente opressor das ruas. Meu mp3 me salva do silêncio, enquanto eu vou ao ponto de ônibus.
Durante a viagem para o serviço, eu partilho o espaço com outros madrugadores, outras faces com sono e cansadas. Quantos deles consideraram voltar para a cama também? Acho que o que eles querem não importa muito também... quem se importa com o que a gente quer?
Quando eu chego na loja, eu pego a chave para abrir o lugar, mas fico olhando pra porta... eu quase me viro e dou a volta... mas aonde eu iria? Onde tudo o que me prende não me encontraria? Então eu abro a loja, ligo as luzes e os computadores, e me preparo para mais uma jornada de 6 horas totalmente desprovidas de significado, realizando um trabalho sem importância, que um macaco treinado poderia fazer.
Dia após dia após dia, fazendo algo que não tem impacto algum, que não muda nada, que não significa nada. Seis dias por semana, sem feriados ou dias santos. Sorrindo para gente que eu detesto, recebendo cordialmente gente sem educação, atendendo clientes arrogantes e insuportáveis, suportando um chefe que me trata como um escravo (e a crise econômica e o desemprego dizem que ele pode fazer isso)... porque isso é o que eu tenho que fazer.
Quando saio, estou cansado e com fome, mas tenho mais meia hora de ônibus antes de chegar em casa. O sol torna o ônibus um forno, e as pessoas que se amontoam enquanto o lugar lota não tornam a viagem mais confortável. Torço para que não se sente próximo a mim nenhum chato inconveniente. Meus óculos escuros e meu mp3 me ajudam a isolar-me deles, ao mesmo tempo em que desejo mais contato humano. Eu sou um poço sem fundo de contradições.
Quando chego em casa, a encontro vazia e em silêncio. Meu pai está em seu próprio trabalho/prisão, e minha mãe foi tratar de assuntos do meu irmão. Minha comida fria está em uma vianda, e eu não tenho ânimo de aquecê-la. A como assim mesmo.
Eu vou passar o resto do dia sozinho, pois meus pais só voltam a noite. Vou passar o dia sozinho procurando algo/alguém na internet, procurando algo virtual para preencher mau vazio real, pois eu sou um inepto para me relacionar com outras pessoas.
Eu eventualmente encontro algo para me distrair, a internet é mesmo a minha morfina.
A noite eles chegam, e falam de seu dia... eu não tenho nada interessante a falar do meu.
Depois eu vou dormir, desejando não acordar. Mas pela manhã, meu despertador recomeçará suas exigências.
Um dia desses talvez eu não levante. Ou talvez chegue até a porta da loja e finalmente dê a volta. Um dia desses talvez eu tome o ônibus errado de propósito, ou talvez eu não volte pra casa.
Um dia desses eu vou parar de me importar com o que eu tenho que fazer, já que ninguém se importa com o que eu quero fazer.
Um dia desses... eu acabo com tudo isso...

enviada por Júlio - Thormy



29/12/2008 01:33
“Que dor é essa que eu sinto?”, ela perguntou. E eu sofri de uma enorme necessidade de mentir para ela. “Essa dor não é nada, meu bem. Já vai passar”. Eu sorri.
Eu sempre menti para ela, jamais pude lhe contar toda a verdade das coisas. Ela não poderia suportar, ela era muito frágil, muito insegura. Eu não conseguia vê-la sofrer, então eu mentia.
Fiz da mentira um hábito, vê? E jamais pude abandoná-la novamente. É a minha heroína, minha toxina. Nada sai dos meus lábios que seja totalmente verdadeiro. Tem sempre um exagero, uma figura de linguagem, uma metáfora.

Às vezes, eu acho que ela sabe que eu minto. Acho que ela não se importa. Mostra que eu me importo, talvez.
Então, quando ela me perguntou, “o que realizamos esse ano? Foi bom? Valeu a pena? Estamos felizes?”, eu apenas fiquei em silêncio e a abracei... não queria começar um novo ano com uma nova mentira. Uma velha mentira, na verdade.

Esse foi nosso saldo desse ano, meu bem. Terminamos exatamente onde começamos, andamos em círculos, perseguimos sombras, namoramos fantasmas. As velhas obsessões ainda nos acompanham, os mesmos esqueletos nos armários, as mesmas meias verdades.

Eu não quis começar um novo ano mentindo para você, meu bem, mas acho que é questão de tempo.
Eu nunca consigo ficar limpo muito tempo.

enviada por Júlio - Thormy



09/08/2008 08:50
Lembro que a encontrei, faz pouco tempo, num barzinho escuro onde uns amigos de uns amigos iriam tocar. Nos vimos e imediatamente nos reconhecemos, mesmo tantos anos não haviam alterado muito nossos semblantes.
Um sorriso tímido que não esperava retribuição, e uma piscada de olho em reconhecimento.
Amigos em comum nos juntaram num mesmo grupo. Amigos de amigos que não sabiam serem amigos uns dos outros. O mundo tem dessas pequenas coincidências propositais.
Nos deixamos ser reapresentados um ou outro, e fingimos ser estranhos, numa brincadeira silenciosamente arranjada naquela mesma hora.
Conversamos como se nunca nos houvéssemos encontrado antes, como se não tivéssemos estudado por anos na mesma sala. Feito trabalhos juntos.
Estávamos, de algum modo, de comum acordo, representando uma outra versão de nós mesmos. Bebemos e rimos e sorrimos. Conversamos como nunca havíamos conversado nos anos que nos conhecemos.
Às vezes precisamos nos esquecer para nos conhecer de verdade. Ou quem sabe cada reencontro seja uma chance de nos conhecermos e reconhecermos, pois todo mundo vive sempre mudando.
Quando nos despedímos houve um beijo tímido, que não esperava retribuição, mas teve. Um beijo de despedida, talvez.
Nunca mais nos vimos depois dessa noite.
Mas quem sabe algum dia sejamos apresentados, novamente, em algum outro lugar, algum outro bar.
enviada por Júlio - Thormy



13/04/2006 02:02



Aí tá ela...
enviada por Júlio - Thormy



13/04/2006 01:47
Floripa! Ah, que cidade linda! E não só a cidade, mas as pessoas, que coisinhas mais fascinantes!
Poderia ficar horas, no centro, só vendo essas pessoas irem e virem, me sinro quase como Quintana em Porto Alegre... Como a poesia dele teria sido encantadora se houvessem lá as belezas que há aqui!
enviada por Júlio - Thormy



23/02/2006 23:10
Bom, em duas semanas estarei indo embora de Erechim. É uma etapa da jornada que se encerra, e outra que começa, diria o velho mago.
Eu realmente não tenho muita esperança de que esse blog ainda seja lido, e sinceramente nem sei porque ainda escrevo aqui.
Mas já que to nessa, vou dizer que amo essa cidade como nenhuma outra. Aqui vivi os melhores e piores momentos da minha vida. Me apaixonei, sofri, tive raiva, fiz amigos e inimigos, fui traido, fui homenageado, hostilizado e amado. Deixo para tás grandes partes de mim, e levo muito de todos. Levo lembranças, alegrias, lágrimas...
Virei, por certo ver todos de vez em quando. Pelo menos é o que pretendo. Seja como for, obrigado a todos, tanto os que me fizeram bem, quanto os que me fizeram mal. Vocês são partes do que sou.
enviada por Júlio - Thormy



26/01/2006 17:17
Essa música tem um ritmo que é como sua letra, escute se tiver oportunidade. A compreensão, no fim das contas, só vem da tranquilidade...

Pra Entender- Engenheiros do Hawaii

Pra entender
Basta um tapa num cigarro
Uma olhada no mapa do Brasil
Uma caminhada por qualquer caminho
Um carinho qualquer
Basta ver o que não se enxerga
O que só se enxerga nos olhos de uma mulher
Basta olhar pro que acontece
Esteja onde estiver

Pra entender
Pra entender
Nada disso é tudo
E tudo isso é fundamental

Pra entender
Basta a cara e a coragem
A cor, o corpo, o coração
Uma canção da banda preferida
Uma descida ao porão
Seis pilhas pro meu rádio
Seis minutos pra canção
Basta olhar pro que acontece
Aconteça o que acontecer

Pra entender
Pra entender
Nada disso é tudo
Tudo isso é fundamental

Pra entender
Basta uma noite de insônia
Um sonho que não tem fim
Um filme sem muita graça
Uma praça sem muito sol
Seis cordas pra guitarra
Seis sentidos na mesma direção
Seiscentos anos de estudo
Ou seis segundos de atenção

Pra entender
Pra entender
Nada disso é tudo
E tudo isso é fundamental
enviada por Júlio - Thormy



14/11/2005 17:21
O que realmente dificulta qualquer realização, é o fato de que, enquanto estamos envolvidos no processo, não conseguimos vislumbrar o todo, e como nossas ações o vai afetando.
Nessa encruzilhada, há que se seguir um rígido plano, extremamente calculado, desde o princípio, ou a intuição.
Mas aí, é mais uma escolha a se fazer, escolhas, escolhas, escolhas....! Por que não me aparece uma resposta de uma vez?
enviada por Júlio - Thormy



08/11/2005 15:03
Você vai, por aí, encontrar muitas pessoas que vão te dizer como viver sua vida, e que não vivem as próprias. Eu temo que nesses anos que se passaram eu tenha me tornado alguém assim.
Mas quando vcoê vê algo que não gosta, você tem que ir lá e mudar isso!
Renascer como pessoa envolve um risco, pois você tem que mergulhar nisso de cabeça, e morrer como a pessoa que você é agora.
Só uma morte simbólica pode trazer um renscimento simbólico


enviada por Júlio - Thormy



03/11/2005 21:59
Acho interessante pensar em como damos valor às coisas e às pessoas, e como isso tudo começa a fazer parte de nossas vidas de tal modo que não podemos mais imaginar nossas vidas sem elas.
Há alguns anos eu publiquei, se não nesse, num outro blog meu, como meus amigos eram o maior tesouro de minha vida, e como eles me faziam sentir especial, parte de algo especial. Naquela época eu pensava que jamais poderia viver sem eles...
Mas nossa capacidade de sobrevivência é maior do que eu julgava.
De todos os meus amigos, haviam aqueles dois, mais especiais, que eu coloquei num pedestal. Aqueles a quem sempre apoiei, como um anjo guardião...
Acho interessante como as pessoas não reconhecem o que tem até que perdem... Achei que não ia aguentar quando meu carinho foi pago com desconfiança e meu amor com ingratidão. Mas eu sempre fui muito forte...
Aqui eu testemunho para mim mesmo, já que não acho que alguém ainda leia esse blog, que perdi aquilo que mais prezava, e descobri outros valores... segui em frente.
E, para ver se atraio alguém para ler o blog, uma letra de música, uma música que tem tudo a ver com isso:

Smashing Pumpkins - Galapogos

ain't it funny how we pretend we're still a child
(Não é engraçado como fingimos que ainda somos crianças?)
softly stolen under our blanket skies
(suavemente roubado de nosso céu de cobertor)
and rescue me from me, and all that i believe
(e salve-me de mim, e tudo em que acredito)

i won't deny the pain
(não negarei a dor)
i won't deny the change
(não negarei a mudança)
and shoul i fall from grace here with you
(e se aqui eu cair de suas graças)
will you leave me too?
(você também vai me deixar?)

carve out your heart for keeps in an old oak tree
(grave seu coração para recorder, em uma velha árvore)
and hold me for goodbyes-and-whispered lullabyes
(ampare-me para despedidas e canções de ninar sussurradas)
and tell me i am still
(e diga que ainda sou)
the man i'm supposed to be
(o homem que devo ser)

i won't deny the pain
(não negarei a dor)
i won't deny the change
(não negarei a mudança)
and shoul i fall from grace here with you
(e se aqui eu cair de suas graças)
will you leave me too?
(você também vai me deixar?)

too late to turn to turn back now, i'm running out of sound
(tarde demais para desistir agora, estou além do som)
and i am changing, changing
(e estou mudando, mudando)
and if we died right now, this fool you love somehow
(e se morressemos agora, esse tolo que de alguma forma você ama)
is here with you
(esta aqui, contigo)

i won't deny the pain
(não negarei a dor)
i won't deny the change
(não negarei a mudança)
and shoul i fall from grace here with you
(e se aqui eu cair de suas graças)
would you leave me too?
(você também me deixaria?)
enviada por Júlio - Thormy



23/08/2005 22:20
Às vezes me pergunto se ainda há o que dizer. “Ninguém é o mesmo, ainda que se repita”, disse um jovem poeta. Mas ainda assim, temo me repetir, e tornar-me enfadonho.
Às vezes eu canso de mim mesmo, mas talvez eu não seja o único que, de vez em quando, deseja ser outra pessoa.
“Se eu fosse um cara diferente, sabe lá como eu seria”, disse outro poeta. Quando analiso tudo o que já fiz, e imagino como poderia ter sido diferente, e me dou conta de que, se meus sonhos tivessem se realizado, da maneira como eu desejei, não seria a pessoa que sou hoje. Agora, se isso é bom ou ruim, eu não tenho certeza...
Se eu tivesse conquistado meu primeiro amor (ou melhor, se eu tivesse declarado tal amor), provavelmente eu não tivesse os amigos que tenho hoje, que são as pessoas que mais amo, pois sei que teria tomado um rumo totalmente diferente.
E o mesmo se deu com tantas outras decisões pelo caminho.
Talvez toda essa felicidade que me tem sido “negada” só a tenha sido para que um outro tipo de felicidade pudesse ser forjado, um tipo sutil, do qual só me dou conta de vez em quando. Então me vem esse pensamento “estou vivendo os melhores dias de minha vida, aqueles dos quais lembrarei com o coração pesado pela nostalgia...”.
Mas não posso escapar ao pensamento de que isso tudo se repete, que meus bons momentos são sempre os mesmos momentos... que há tanto que eu não estou vivendo.
Então, me repito e canso de mim. Parado no tempo, vendo o mundo ir e eu permanecer, me sinto como a areia da ampulheta sendo tragada para seu destino final, cada vez mais apertado, mais sumido.
O que é preciso para uma pessoa permanecer? Para marcar o mundo e marcar as pessoas? O que é preciso para ser marcado?
Como dar a volta por cima e mudar o que precisa ser mudado sem deixar de ser quem se é?

enviada por Júlio - Thormy



22/06/2005 01:07
Disseram a ela que ela não era boa o bastante, e ela acreditou. Ela sempre olhos para eles com inveja e admiração... eles, eles sim eram "bons". Mas eles gostavam apenas de pessoas que eram tudo o que ela não era, bonitas, inteligentes, interessantes.
Deixaram ela de lado, pois eram cegos, e só enchergavam o que as mãos podem tocar. Não deixaram apenas a ela de lado, mas a tantos outros, que não julgavam "bons o bastante". Julagavam as pessoas como se fossem gado, pesavam os prós e os contras de ter essa, ou aquela pessoa por perto. Eles eram assim.
Ela se isolou, fechou-se em seu quarto e chorou, pois não gostavam dela. Ela se esforçava, sorria e era gentil, mas ainda assim, não gostavam dela. Ela pareu de tentar, pois sabia que, certas pessoas não têm as chances que algumas pessoas têm, e que jamais acharia alguém que gostasse dela.
Mas ela também estava errada. Pois cada pessoa não precisa ser diferente do que é para ser digna de respeito, amor e carinho. Ela não sabia que cada pessoa é especial como é, e que se alguém ali não era "bom", eram as pessoas que julgavam e escolhiam entre os outros, segundo suas próprias conveniencias.

Mas um bom tempo passaria até que ela visse tudo isso dessa forma, muitas lágrimas e muita escuridão... Mas talvez todos nós, assim como ela, precisemos passar um tempo num casulo de trevas para que, um dia, venhamos a voar sobre os campos. todos somos bons o bastante para voar...
enviada por Júlio - Thormy



18/04/2005 00:10
Mais um monologo invisível aqui. Pois como ultimamente o velho Júlio aqui torneou-se invisível (assim como os textos que não são mais comentados), resolvi colocar uma letra de música novamente, aí quem sabe alguem se anima a ler isso daqui.
Mas antes, para você que não está lendo esse texto (pois eu sei que não está), aí vai um recado: a vida é muito injusta. Não digo isso como um tolo melodramático que sente pena de si mesmo, nem nada disso. É constatação científica.
Se você se dedica a alguém, sem exigir nada em troca, sabe o que você recebe? Nada em troca (bastante surpreendente, não acha?)
Se você for um cara "bonzinho", justo, educado, prestativo e atencioso, consiga uma naturalização na Pérsia, pois os unicos tapetes e capaxos que tem algum reconhecimento são persas.
Se você é do tipo que só tem vida social se te ligarem no final de semana, sempre reserve bons filmes, pois as pessoas sempre esquecem de ligar para alguém (ou ficam [in]convenientemente sem saldo para fazer a ligação ou dar um toque).
Se você é do tipo que escuta os problemas dos amigos, sempre tem um ombro e um bom conselho para eles, tenha um psicólogo, pois quem te conta os problemas não quer saber dos teus.
E finalmente, se todas as injustiças da vida te deixam temporariamente amargo, desabafe tudo num blog com letras invisíveis (como esse), que além de aliviar o peso do teu peito, você não vai ter que aturar os hipócritas "Porque você não falou com a gente?", e não vai precisar dizer a eles "Por que da ultima vez você não quis me ouvir e me mandou 'virar o disco'". Dessa forma, você mantem sua dignidade, e não faz essas pessoas sentirem o merecido remorso (afinal de contas, você não pode mudar o fato de ser "bonzinho").
Tudo isso foi constatado cientificamente por esse que vos escreve (com letras invisíveis), por isso não precisam duvidar.

E agora, a música (que é a parte visível deste post):

Linkin Park - Faint

I am a little bit of loneliness a little bit of disregard
(Estou meio solitário e indiferente)
Handful of complaints but I can’t help the fact that everybody can see these scars
(Muitas reclamações mas não posso evitar que todos vejam essas cicatrizes)
I am what I want you to want what I want you to feel
(Eu sou o que eu queria que você quisesse, o que eu quero que você sinta)
But it's like no matter what I do, I can't convince you, to just believe this is real
(Mas não importa o que eu faça, não consigo te convencer a acreditar que isso é de verdade)
So I let go, watching you, turn your back like you always do
(Então eu deixo para lá, vendo você dar as costas como sempre faz)
Face away and pretend that I'm not
(Olhe para o outro lado e finja que eu não estou)
But I'll be here cause you want what I've got
(mas estarei aqui porque você quer o que eu tenho)

I can't feel the way I did before
(Não consigo sentir o que sentia antes)
Don't turn your back on me
(Não dê as costas para mim)
I won't be ignored
(Eu não serei ignorado!)
Time won't heal this damage anymore
(O tempo não vai mais curar essa ferida)
Don't turn your back on me
(Não dê as costas para mim)
I won't be ignored
(Eu não serei ignorado!)

I am a little bit insecure a little unconfident
(Sou mei inseguro e sem confiança)
Cause you don't understand I do what I can but sometimes I don't make sense
(Porque você não entende que faço o que posso e as vezes não faço sentido)
I say what you never wanna say but I've never had a doubt
(Eu digo o que você nunca quer dizer, mas nunca tive duvidas)
It's like no matter what I do I can't convince you for once just to hear me out
(Mas não importa o que eu faça, não consigo te convencer a me ouvir ao menos uma vez)
So I let go, watching you, turn your back like you always do
(Então eu deixo para lá, vendo você dar as costas como sempre faz)
Face away and pretend that I'm not
(Olhe para o outro lado e finja que eu não estou)
But I'll be here cause you want what I've got
(mas estarei aqui porque você quer o que eu tenho)

I can't feel the way I did before
(Não consigo sentir o que sentia antes)
Don't turn your back on me
(Não dê as costas para mim)
I won't be ignored
(Eu não serei ignorado!)
Time won't heal this damage anymore
(O tempo não vai mais curar essa ferida)
Don't turn your back on me
(Não dê as costas para mim)
I won't be ignored
(Eu não serei ignorado!)

Now
(Agora)
Hear me out now
(Me escute agora)
You're gonna listen to me, like it or not
(Você vai me ouvir, queira ou não)

I can't feel the way I did before
(Não consigo sentir o que sentia antes)
Don't turn your back on me
(Não dê as costas para mim)
I won't be ignored
(Eu não serei ignorado!)
Time won't heal this damage anymore
(O tempo não vai mais curar essa ferida)
Don't turn your back on me
(Não dê as costas para mim)
I won't be ignored
(Eu não serei ignorado!)



enviada por Júlio - Thormy



08/03/2005 00:42
Resolvi superar minha paranóia com direitos autorais, e publicar um texto meu que gosto muito. Mas não acostumem, é só dessa vez

Perspectiva

Na distância, objetos e pessoas se tornavam pequenos demais. E essa distância, embora pudesse ser vencida, jamais percorri.
É que me parecia, a falta das coisas daqui oprimiria meu coração. Simplesmente não podemos ter tudo aquilo que almejamos a um só tempo.
As coisas daqui, portanto, embora fossem queridas, começaram a parecer mais e mais enfadonhas. Por me separarem daquilo que eu via a distância, comecei a odeiar o que eu amava.
Os sentimentos nem sempre podem ser justos, e parece ser através da injustiça que a fortuna escreve o destino dos homens.
Na distância, objetos e pessoas pareciam cada vez mais longínqüos, pois minha estagnação me fazia andar para trás, enquanto considerava se ia ou se ficava.
Pode um homem lutar pelo que quer, sem arriscar o que já tem? Pode um homem dar o primeiro passo, sem abandonar seu lugar de repouso? Pode um homem tornar-se o homem que deseja ser, sem antes abandonar a si mesmo?
Olhando distante, as respostas sumiam no horizonte, pois apenas aos ousados é dado conhecê-las
E mesmo quando aquilo que mais desejamos já se escondeu de nossas vistas, a trilha deixada para trás ainda nos desafia a segui-lo.
A memória sempre guarda as imagens necessárias para atormentar o nosso coração
enviada por Júlio - Thormy



19/01/2005 01:35
Lembro que, dentre todos da minha turma, eu sempre fui (ou aparentei ser) o mais forte. A vida golpei a todos nós, de forma muito cruel por vezes, mas todos devemos seguir em frente e enfrentar as dores.
Digo que sou o mais forte, apenas por que minha recuperação era mais veloz que a dos demais, mas isso é porque eu não "vivia" minha própria tristeza, eu pensava um pouco nela, como se fosse algo que não me dizia respeito, e a deixava de lado...
Eu sou triste mas não me sinto triste. Apenas ansioso, esperando algo acontecer...ou alguém acontecer...
A musiquinha de hoje ilustra bem isso (Se você já vi Smallville, você a conhece), principalmente o último verso.

Remy Zero - Save Me

I feel my wings have broken in your hands
(Sinto que minhas asas quebraram sob suas mãos)
I feel the words unspoken inside
(Sinto as palavras não ditas dentro de mim)
And they pull you under
(E elas te puxam para baixo)
And I will give you anything you want, oh
(E eu te darei tudo o que você quiser)
You are all I wanted
(Você é tudo o que eu queria)
All my dreams are fallin' down
(Todos os meus sonhos estão em queda)
Crawling around...
(Rastejando...)

Somebody save me
(Alguém me salve)
Let your warm hands break right through
(Deixe suas mãos quentes vir através)
Somebody save me
(Alguém me ajude)
I don't care how you do it
(Não me importa como faça isso)
Just stay (stay with me)
(Apenas fique [fique comigo])
Stay
(Fique)
C'mon, I've been waiting for you
(Vamos lá, eu tenho esperado por você)

I see the world as folded in your heart
(Eu vejo o mundo como estivesse comprimido em seu coração)
I feel the waves crash down inside
(Sinto as ondas quebrando dentro de mim)
And they pull me under
(E elas me puxam para baixo)
I will give you anything you want, oh
(E eu te darei tudo o que você quiser)
You are all I wanted
(Você é tudo o que eu queria)
All my dreams are fallin' down
(Todos os meus sonhos estão em queda)
Crawling around...
(Rastejando...)

You are all I wanted
(Você é tudo o que eu queria)
All my dreams are fallin' down
(Todos os meus sonhos estão em queda)
Crawling around...
(Rastejando...)

Somebody save me
(Alguém me salve)
Let your warm hands break right through
(Deixe suas mãos quentes vir através)
Somebody save me
(Alguém me ajude)
I don't care how you do it
(Não me importa como faça isso)
Just stay (stay with me)
(Apenas fique [fique comigo])
Stay
(Fique)
C'mon, I've been waiting for you
(Vamos lá, eu tenho esperado por você)

All my dreams are on the ground
(Todos os meus sonhos caíram por terra)
Crawling around...
(Rastejando...)

Somebody save me
(Alguém me salve)
Let your warm hands break right through
(Deixe suas mãos quentes vir através)
Somebody save me
(Alguém me ajude)
I don't care how you do it
(Não me importa como faça isso)
Just stay (stay with me)
(Apenas fique [fique comigo])
I made this whole world shine for you
(Eu fiz esse mundo inteiro brilhar para você)
Just stay
(Apenas fique)
Stay
(Fique)
C'mon, I'm still waiting for you
(Vamos lá, eu ainda esou esperando por você)


enviada por Júlio - Thormy






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